Há uma grande diferença entre estar vivo e viver. A música exprime as emoções que as palavras não conseguem e o amor é a melhor filosofia de vida. Sem amor tornamo-nos frios e acabamos por não dar asas à imaginação. Por consequência, não interpretamos as músicas e acabamos por não filosofar, por perder a alegria de viver, principalmente sem o tipo de amor mais importante na minha opinião, a amizade. Sem filosofia, tornamo-nos espectadores da vida (o que seria o sonho de muitos governos, numa tentativa de calar o povo), perdemos os nossos ideais, assim como a capacidade de sonhar, questionar e tal como a falta de amor, tornamo-nos demasiado racionais. Consigo por a música num pedestal. A meu ver, caminha ao lado da filosofia, apesar de serem artes distintas. Não nos devemos limitar a ouvir música, mas a interpretar as suas entrelinhas. A capacidade de audição que a maioria dos humanos tem, deve ser usada ao expoente máximo. Isto é, a música pode tornar-se no nosso melhor-amigo. Literalmente. Está lá sempre que precisamos e tal como a amizade, não existem gostos musicais certos ou errados. Obviamente, o meu coração continuaria a bater, as pernas a andar e o cerebro a funcionar sem estes três itens, mas não chamaria à minha existência "vida", mas sim "existência". Estaria a limitar-me a ocupar um lugar neste planeta e por haver tantas pessoas assim, o mundo não avança, pois temos medo das nossas capacidades. Não vivia bem, mas de facto estaria viva. Concluindo, penso que o amor, a filosofia e a música são os pilares para uma vida com sentido e sem eles, somos meros corpos sem chama.